Pensamentos.... ''...o passado não pode ser alterado.
....mas podemos encarar os momentos difíceis como desafios que nos fizeram crescer.
Isso traz alegria e autoconfiança para viver melhor o presente... ''
'' Se vc quer muito alguma coisa, deixe-a livre.
Se ela voltar será sua para sempre, se não, é pq nunca foi sua de verdade.
A liberdade é o espaço que a felicidade precisa. ''
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"Um pequeno estudo sobre as FRUTAS"
"*FRUTAS AMBULANTES
São as melhores.
Elas receberam esse nome porque podem ser levadas na mochila ou lancheira.
São feitas para viagem.
Para comer uma, você não precisa de utensílio nenhum.
O melhor exemplo é a maçã. Você come a própria ''embalagem'' e, no final, sobra apenas um caroço pequeno, que você joga em qualquer cesto de lixo.
São ambulantes também pelo fato de terem ''embalagens'' resistentes.
Não estouram à toa.
Outras frutas ambulantes são:
a pêra, o pêssego e a ameixa
Temos duas frutas que, apesar de não terem ''emabalagens'' comestíveis, podem ser colocadas nesta categoria, pois são muito práticas:
a banana e a mexerica
** FRUTAS PERIGOSAS
São as que precisam de faca para serem comidas.
Ou seja, não podem ser levadas na mochila, a não ser que você carregue uma faca junto, coisa que não se deve fazer. São elas:
a laranja,
o abacaxi, o mamão, o melão, entre outras.
No caso da melancia, você não apenas precisará de uma faca afiada, mas também de um adulto para ajudá-lo!
Isso sem falar que ela é um trambolho enorme e pesado!
Mas a melhor representante da categoria é sem dúvida a jaca.
Ela é tão perigosa que se, cair na cabeça de alguém, pode machucar de verdade.
É bom tomar cuidado e não ficar parado debaixo de uma jaqueira carregada!
***FRUTAS FRESCAS
Não estou me referindo a frutas que acabaram de ser colhidas, mas ao ''comportamento'' fresco.
Elas estouram por qualquer coisinha, são delicadas e têm embalagem frágil.
São aquelas que, na feira, têm que ficar por cima de todas as outras, para não amassar.
São frescas também porque requerem uma certa habilidade para serem comidas.
No final, você terá que recolher várias cascas.
Bons exemplos são:
a uva, o figo e as jabuticabas.
O caqui é o campeão nessa categoria!
Ele tem uma embalagem fininha, quase uma película. Deixa a gente todo lambuzado e tendo que se livrar daquele monte de peles de caqui.
Uma delícia, mas cheio de frescura! "
Indigo_Autora de "Festa da Mexerica"(ed. Hedra) e "Caixinha de Madeira"(ed. Altana)
Fonte: Jornal Folha de São Paulo, 20 de Agosto de 2005 (Folhinha)
Lá estava eu, sossegadamente saboreando a minha marmita.
Hummm!!! Nham! Nham!
O que temos para o almoço?
Arroz, ovo frito, carne e acelga :)
Resolvi 'atiçar' um pouco mais o meu paladar, regando catchup ao ovo, pois havia uns saquinhos de temperos bem na minha frente de uns tempos atrás.
Calmamente 'estiquei' o meu ovo frito e TENTEI abrir o envelopinho do catchup...
...
..bueno... depois de alguns segundos 'brigando' para abrí-lo, consegui fazer aquilo que a Suika sempre faz!!!
..
...o molho simplesmente SALTITOU em cima da minha camiseta BRANCA e da calça BRANCA!!!! GGRrr!!!
Por que será que a atrapalhada aqui conseguiu fazer isso justamente no dia em que resolveu trabalhar de calça branca?!?!?!?!?!
heim!!?!?!?! Humpf!!!
Tudo bem... depois de algumas contagens regressivas para manter a calma, terminei de almoçar sem a 'presença' do catchup no ovo e sim na roupa.
Por sorte (eu acho) ficaram apenas algumas pequenas manchas clarinhas, pois consegui dar uma boa esfregada com água e sabonete. Só tive que dar um tempo debaixo do Sol prá poder secar um pouco, afinal de contas o que os clientes iriam pensar se me vissem com a calça molhada?!?!?!?
Só eu mesma prá conseguir realizar essas façanhas!
CUIDADO com esses saquinhos de catchup, maionese, mostarda e cia!!!!
" Uma boa parte dos brasileiros que estão no exterior, sonham em voltar de vez. Fora do país, tivemos que enfrentar entre muitas dificuldades, o choque cultural, que cheguei a mencionar num post anterior. Para aqueles que decidirem voltar ao Brasil, o que vai
pegá-los totalmente despreparado é o choque do retorno. É o que os especialistas chamam de choque cultural reverso. Um fenômeno completamente inesperado e por isso mesmo, mais difícil de se tolerar ou de entender.
A primeira sensação quando você bota os pés no Brasil é de euforia, alegria, pelo simples fato de estar de volta. O abraço dos amigos e aconchego da família, esse calor humano que tanto fez falta no exterior, é uma das melhores sensações que vamos sentir.
Entretanto, à medida que você tenta retomar à antiga rotina, você começa a se sentir meio estranho. De alguma forma, você se tornou uma pessoa diferente, embora ninguém consiga ver isso. Todos esperam ver a mesma pessoa que saiu do Brasil... Quanto maior o seu grau de aculturamento quando você esteve no exterior, ou maior sucesso em sua adaptação no exterior, ou teve maior envolvimento profissional ou escolar, maior será a dificuldade para se readaptar.
Muitas pessoas, ao retomarem contatos com os antigos amigos, irão se sentir marginalizadas ou perdidas no tempo. A experiência vivida no exterior não interessa tanto ou não é entendida pelos amigos. Não vêem com bons olhos todos os elogios ao país de onde você está retornando. . e vêem como críticas ao Brasil, qualquer menção negativa ou comparação com o país de onde você retornou.
Por que é que você não ficou por lá se lá era tão bom, é o que está na mente de muitos dos seus amigos.E esse aparente desinteresse vai ser uma surpresa e decepção, que pode levar a um sentimento de isolamento ou desorientação...
Até os seus parentes mais chegados, parecem não estar interessados em ver de novo as fotos e vídeos da sua vivência no exterior.
Você vai perceber também que enquanto esteve no exterior as dificuldades, os problemas que você tinha no Brasil foram esquecidos e a sua mente foi extremamente seletiva, escolhendo somente as boas lembranças.
Tempo e apoio são os ingredientes para a readaptação. Entender que existe este processo é meio caminho andado, apesar de não eliminar completamente as dores da readaptação. É importante entender a sua e a reação dos outros e enfrentar a reentrada com a mente positiva e aberta.
Um outro passo é procurar pessoas que estão passando ou passaram por experiência semelhante (os expatriados que regressaram pro país como você) e formarem um grupo de apoio e discussão..
Entretanto o período de reajustamento vai ser curto, afinal, Brasil é onde você se criou e a sua experiência no estrangeiro, lidando
com o processo de aculturamento, você adquiriu consciente ou inconscientemente as ferramentas psicológicas para enfrentar mais este desafio.
E não esqueça também dos amigos que você deixou no exterior. Mantenha contactos, converse e exponha os seus problemas. Tudo isso vai ajudar. Eu diria até, que com toda essa bagagem acumulada, que afinal resultou numa outra pessoa que cresceu pessoal e culturalmente, você está numa situação em que, como amigo ou voluntário possa ajudar os estrageiros no Brasil a se adaptarem à nossa cultura. E também com isso, continuar em contato com os costumes e a língua do lugar onde você teve a sua experiência internacional. "
Todas essas sensações acontecem quando as pessoas ficam um longo período de tempo longe da sua Terra Natal.
Tenho muitos amigos e parentes que ainda estão batalhando para se readaptarem aqui no Brasil.
É preciso antes de mais nada colocar em mente os objetivos que queremos realizar ao longo de nossas vidas!
É preciso estar sempre bem informado sobre todos os assuntos possíveis!
É preciso sempre ter um planejamento em mãos!
Não é nada fácil mas, uma vez que as pessoas ao redor, comecem a tomar consciência dessas dificuldades dos ''viajantes'', a readaptação, com certeza, ficará um pouco menos ''traumática''...
"Não existe outra expressão para o que está acontecendo na política Brasileira atualmente.
Estou quase convicto de que não há nenhum político honesto neste País.
O que existe é um jogo de interesses para beneficiar todos os partidos políticos.
E não adianta relatarmos fatos, apresentarmos documentos. Parece que nada tem mais valor do que a blindagem feita para que tudo termine bem, para os ladrões.
Agora existe um tal de habeas-corpus preventivo que está revolucionando o sentido de mal-exemplo para as leis Brasileiras. O
sujeito é bandido, mas se nega a responder questões que poderiam levar ele e outras personalidades para a cadeia. Essa nova
interpretação da lei foi criada justamente para manter facínoras soltos. E o pior, aceita por juízes que deveriam prender ladrões e não permitir que continuem livres.
Será que nós, Brasileiros, somos Burros ou estamos alienados ?
Aí, vem um imbecil e diz...
- Não podemos votar nulo ! Temos que exercer nossa cidadania, o voto é um direito ! Que direito ? Nós somos obrigados a votar !
Isso não é direito, isso é obrigação ! E vamos votar em quem ? O neto do ACM ? O genro do Roberto Jéferson ? O filho do Quércia ?
Quais as opções que temos para limpar a imundice política ?
Então, um cara lá do poder, está sendo cercado por evidências que o tirariam da mamata por algum tempo e não resta outra alternativa a não ser renunciar ao cargo que o povo lhe confiou.
Passadas as férias bem remuneradas por tudo que o canalha conseguiu roubar do País, ele volta se fazendo de vítima e certamente vai conseguir retornar à política para roubar mais ainda.
É simples acabar com tudo que está acontecendo em Brasília, basta o povo se unir e exigir mudanças nas leis que beneficiam os
políticos.
O Brasil é um País Rico !
O Brasil é um País Lindo !
O Brasil não merece essa corja de Políticos que há décadas corrompe os cofres públicos.
Para mim, Jorge, a política tem a ver com baixa energia...
Por mais boa vontade que tenha um novo homem público, ele se contaminará com o putrefato !
E não conseguindo se adaptar à nova situação, ele tem duas opções: deixar a vida pública ou ¿vai pro saco¿
Deus me livre de ser político !!!
E se eu puder, vou falar isso na cara de qualquer infeliz que defenda a classe !
Foi um desabafo !
Desculpe a invasão."
Jorge Brunazi
Apenas um Brasileiro
fonte: e-mail
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(Rê)
O Brasil é um País realmente Belo, Maravilhoso e Rico!
Belo, em suas riquezas maravilhosas que a mãe-natureza nos presenteou...
Maravilhoso, em poder sentir a riqueza de tanta beleza da mistura de povos..
Rico, em possuir uma energia muito forte de um povo que está sempre lutando pelos seus ideais...
Os políticos PRECISAM urgentemente fazer um estágio com o SEU povo!
Sentir na PELE o dia-a-dia de cada BRASILEIRO que luta para sobreviver!
" Armas não existem à toa.
Desde que o mundo é mundo, armas existem, sejam para caçar, para guerrear ou para se defender.
O tal referendo é uma falácia do começo ao fim, a começar pela pergunta. O comércio de armas não será proibido, uma vez que, com certeza, continuará no mercado negro, que crescerá e cevará as burras dos policiais e políticos corruptos ¿ a exemplo do tráfico de drogas.
... Enquanto isso, nossa polícia trabalha pouco e mal, sem falar dos corruptos nela enfurnados. Nosso judiciário é lento e corporativo. Nossos políticos legislam em causa própria e muitos deles estão metidos com o crime organizado e com o tráfico de drogas. Os sorrisos dos artistas é uma cortina de fumaça que tenta esconder estas aberrações.
No dia em que as leis forem mais rígidas; que a impunidade diminuir; que preso for tratado como preso, e não como coitadinho; que as fronteiras forem fechadas e vigiadas pelas forças armadas; que os morros do Rio e as favelas de São Paulo forem invadidas e depuradas da sua escória; que os ricos financiadores do crime organizado forem identificados e privados do seu poder econômico ¿ aí, e só aí, entregarei com prazer e alegria as duas armas que tenho. Fora isso, voto NÃO.
Alguém poderá objetar que, apesar de duas armas, pouco poderia eu fazer contra um assalto. Concordo, mas pouco poder fazer não nega meu direito de tentar me defender. Pouco poderia eu fazer contra um caminhão desgovernado que viesse em minha direção, mas ninguém pode me tirar o direito de tentar correr dele..."
fonte: http://liberdadedepensamento.zip.net/
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(Rê)
A liberdade de expressão é uma das melhores formas de nos defendermos!
E a livre escolha também!
Cada qual deve ter o direito de seguir um caminho e ter a noção do que está fazendo...
Referendo popular e o Estatuto do Desarmamento ( Marlon William Schirrmann )
" A lei de nº 10.826 que entrou em vigor na data de vinte e dois de dezembro de dois mil e três implantou, além do chamado Estatuto do Desarmamento, uma discussão que ramificou-se em dois grupos de ideologias antagônicas. São estes os Pró-armas, defensores do uso de armas de fogo como instrumentos de defesa e os Antiarmas, ao qual proclamam a perniciosidade do uso de armas no berço de uma sociedade civil.
O Estatuto dispõe sobre o registro, posse e comercialização de armas de fogo e munição, sobre o Sistema Nacional de Armas, o Sinarm, define crimes e dá outras providencias relacionadas ao caso.
Segundo a revista Superinteressante de junho do ano de dois mil e quatro, o Brasil é o país onde mais se mata a tiros no mundo e se encontra com 11% dos homicídios por arma de fogo do Planeta. A Polícia Federal estima cerca de vinte milhões de armas de fogo no Brasil, mas apenas sete milhões são registradas. Esta informação nos leva a conclusão que muitos homicídios, latrocínios e acidentes praticados por menores com armas ilegais, ou seja, sem registro, acontecem em todo o Brasil sem um controle o que leva por diversas vezes a impunidade. Sabe-se que uma arma pode ser facilmente comprada ilegalmente por preços tremendamente inferiores aos ofertados em lojas autorizadas. Em média uma arma ilegal com o número de fabricação raspado custa o valor de Cem Reais. Pode constatar-se esta informação em locais a margem dos centros municipais. Tais armas são usadas tanto para assaltos quanto para assassinatos e geralmente são adquiridas nos próprios furtos e roubos. A frase ¿a sua arma de hoje pode ser usada contra você amanhã¿ é um dos argumentos usados pelos Grupos Antiarmas. E assim, é um dos maiores intentos da lei nº 10.826 que mira o cidadão comum para acertar, num longo prazo, os criminosos. Assim fica claro que a lei mencionada não pretende efeito imediato e sim futuro.
Reza a lei que é crime inafiançável o porte ilegal de arma de fogo de uso permitido
Art. 14. Portar, deter, adquirir, fornecer, receber, ter em depósito, transportar, ceder, ainda que gratuitamente, emprestar, remeter, empregar, manter sob guarda ou ocultar arma de fogo, acessório ou munição, de uso permitido, sem autorização e em desacordo com determinação legal ou regular.
Pena ¿ reclusão, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e multa.
Parágrafo único. O crime previsto neste artigo é inafiançável, salvo a arma de fogo estiver registrada em nome do agente.
Salta aos olhos que a vontade do legislador pátrio ao criar o Estatuto de Desarmamento foi de extrema tendência a criar medo no cidadão diante as penas impostas ao usar armas ilegais e até mesmo desestimular a compra de armas, mesmo que legalmente, impondo vários requisitos para possuir o registro ou porte de armas e aumentando as penas para o descumprimento da lei...
Mas afinal, quem pode portar armas de fogo? Esta pergunta encontra respaldo nos artigos 6º a 11, o qual define que os integrantes das forças armadas, da polícia, dos guardas municipais, dos agentes e guardas prisionais e portuários, das empresas de segurança privada e de transporte de valores, e de integrantes de sociedade de desporto, cujas atividades demandem o uso de armas. O porte poderá ser concedido a civis se estes mostrarem efetiva necessidade do uso de armas, ou por motivos profissionais ou por risco ou ameaça a integridade física. Para isto o interessado deve dirigir-se a Polícia Federal de sua cidade e comprovar necessidade, além de comprovar idoneidade, ocupação licita, residência fixa e capacidade para o manuseio, passar nas provas psicotécnicas e de Técnica de tiro. Assim, ficam impossibilitados os menores de vinte e cinco anos, os incapazes e os que não comprovarem extrema necessidade do uso de arma de fogo para defender-se. A idade mínima para obter-se arma de fogo foi elevada para vinte e cinco anos pelo motivo que atuais pesquisas sobre vitimização na sociedade brasileira revelam que o número esmagador de perpetradores e vítimas de mortes ocorridas com o uso de arma de fogo é formado por homens jovens entre dezessete a vinte e quatro anos.
Quem tiver o porte e o registro e for abordado com sua arma no estado de embriaguez ou sob efeito de drogas ou medicamentos que provoquem alteração do desempenho intelectual ou motor terá o porte cassado.
Portanto, em um geral viés, quem não pode mais comprar armas de fogo é o cidadão comum, que compra tais artefatos na vontade, ou tentativa, de defender-se. Em assaltos, sabe-se que em média a autodefesa com armas apenas gera mortes ou lesões. Segundo pesquisa da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo a pessoa que tenta se defender com arma de fogo corre 57% mais perigo de morrer em um assalto do que se não reagisse. Por motivo do chamado ¿efeito surpresa¿ aplicado pelos assaltantes, o tempo para uma possível reação é mínimo. A maioria destes crimes como furto, roubos e seqüestros são premeditados e as chances de defender-se são ínfimas. Mesmo assim muitos cidadãos brasileiros ainda recusam-se a entregarem suas armas baseadas na visível insegurança social. Mas o que então fazer para que a sociedade se desarme? Fica aí enraizada minha crítica ao Estatuto do Desarmamento que aqui explanarei.
Imagine a seguinte cena. Em meio à madrugada ouve-se um barulho no pátio. Logo percebe que se trata de um ladrão o qual está para furtar o seu carro. Assim você liga para a Brigada Militar e pede auxílio. Nesse meio tempo seu carro já foi furtado e o ladrão tenta entrar na casa. Você, que tem uma arma, abre a janela e dispara um tiro de aviso para o chão. O ladrão foge. Até agora se passaram quinze minutos. Depois de quarenta e cinco minutos chega a Brigada Militar para prestar assistência. Logicamente, o assaltante já esta muito longe e o pior, impune. Está é uma situação que acontece com muitas pessoas da sociedade, e da mesma forma, muitas vezes não acabam tão ¿bem¿.
Qual é a pessoa que irá desvencilhar-se de sua arma se a polícia não é eficiente? Traduzo eficiência aqui no lapso temporal de socorro, ou seja, na demora de atendimento. Ora, as polícias estão muito mal estruturadas tanto com falta de policiais tanto com falta de viaturas...
Com certeza o Estatuto do Desarmamento não surtirá os efeitos desejados imediatamente no que tange a criminalidade. Assim como o costume, tudo o que é ensejado no bojo de uma sociedade demora a surtir efeitos. E portar armas de fogo, desde a colonização, é costume de diversas famílias. Destarte, digo que demorará ainda mais para ocorrer a aplicabilidade deste efeito se o legislador que no ato de normatizar desconhece (ou se omite) os problemas de segurança social e o desfalque policial.
Como cita o Juiz Jaime Ramos em seu artigo intitulado ¿A Vacância do Estatuto do Desarmamento¿, ¿o Estatuto do Desarmamento dificilmente alcançará aqueles que realmente necessitam de punição, que são os integrantes das organizações criminosas, os traficantes de drogas e outros bandidos munidos até os dentes com armas de fogo clandestinas, automáticas, de grosso calibre e longo alcance.
Salvo as poucas exceções que a experiência demonstrará, serão punidos, em lugar deles, os cidadãos comuns de bem...¿.
...É de salutar ação que o povo ordene as autoridades competentes atitudes, para que tenhamos um maior contingente policial, com melhores meios para agir com rapidez e, corolário disto, com eficiência. Os culpados sem sombra de dúvidas não são os policias que necessitam enfrentar com armas precárias marginais armados e munidos com armamento pesado.
Em outubro deste ano povo deverá escolher via referendo se haverá a possibilidade de se vender armas e munições para civis no Brasil.
Referendo é a consulta feita a população depois de um projeto de lei já ter sido votado, cabendo ao povo via direito de voto ratifica-lo ou rejeita-lo. A pergunta será: o comércio de armas de fogo e munição deve ser proibido no Brasil?
Se o referendo popular decidir que não, nenhum civil, mesmo pagando as taxas ou preenchendo todos os requisitos, poderá dispor porte ou registro.
Partidos políticos e ONG¿S de todo o Brasil já fazem movimentos a favor e contra a venda de armas.
Os primeiros usam o ¿SIM¿ para justificar a alta criminalidade no Brasil. Dizem que aqueles que reclamam da violência e aplaudem as campanhas e movimentos contra aquela devem, sob pena de incoerência, apoiar o desarmamento.
Já os que dizem ¿NÃO¿ justificam-se sob a falácia de que com a proibição um ¿direito¿ estaria sendo excluído do rol normativo. Ter armas não é um direito. Para tê-las é necessário preencher alguns requisitos. Seria o mesmo que dizer que todos têm o direito de dirigir, o que não é verdade.
... Apoiando a iniciativa, mesmo que esta tenha entrado em vigor sem alguns outros requisitos os quais apliquei minha crítica, digo que todos devem entregar ao Estado suas armas de fogo, ou pelos menos, especializar-se para tê-las.
Sobre o referendo, creio que não é o momento de proibir a venda de armas no Brasil. Possivelmente em um futuro poderemos assinar tal lei, quando as policias estiverem mais bem estruturadas. Além disto o Brasil com a proibição afirmaria sua posição de pais pacifico.
Meu voto será não sob muita decepção, por saber que é o certo a fazer em favor da República e do Bem Estar Social. Não é momento proibir as armas. Deveremos esperar um mecanismo repressivo estatal mais forte.
O Estatuto do Desarmamento não é uma atitude em prol apenas da atual sociedade, mas sim das futuras gerações, as quais deverão com o respaldo do Estado e principalmente da sociedade serem educadas longe das armas e aprender que elas não podem ser usadas para por fim em conflitos. Estes deverão aprender que armas são perniciosas e que com uma boa assistência tanto dos policias tanto do fornecimento de recursos pelo Estado, estes não mais precisarão de armas para se defender.
É o que esperamos. "
Marlon William Schirrmann é acadêmico de Direito da Universidade Luterana do Brasil.
Vila Mariana: qualidade de vida nascida a partir de um matadouro
Região nobre da cidade, composta também pelos bairros de Moema e Saúde, a Vila Mariana possui uma alta renda média, em torno de R$ 3,6 mil mensais, bem acima do índice do município, que é cerca de R$ 1,3 mil.
Quem está de passagem pela Vila Mariana e repara apenas no aspecto residencial da subprefeitura, pode não imaginar a quantidade de espaços dedicados a esportes, cultura, pesquisa, saúde e educação que existem por ali. Região nobre da cidade, composta também pelos bairros de Moema e Saúde, a Vila Mariana possui uma alta renda média, em torno de R$ 3,6 mil mensais, bem acima do índice do município, que é cerca de R$ 1,3 mil.
No bairro, os dados sobre educação são gritantes sobre seu desenvolvimento. Quase 80% dos moradores completaram o Ensino Fundamental, contra 49,9% do município. O Ensino Médio foi concluído por 71,34% da população, bem superior aos 33,68% da média municipal, e os anos de estudo chegam a 12,30. Em toda São Paulo, esse número pára em 7,67. Não à toa, a taxa de analfabetismo é reduzida, atingindo 1,10%, quatro vezes menor que os 4,88% da cidade.
Talvez o espírito empreendedor que marcou o florescimento do bairro possa explicar o grau de qualidade de vida e a quantidade de
equipamentos à disposição de seus moradores. ¿Em 1887, começa a funcionar no bairro o Matadouro Municipal, que o faz progredir.
A população aumenta, as oficinas de Ferro Carril se instalam na rua Domingos de Moraes, como também a fábrica de fósforos e a Escola Pública de Dona Maria Petit, inaugurada na Rua Vergueiro¿, escreveu em artigo o barbeiro Francisco Villano, o Seu Chiquinho, uma das figuras mais tradicionais do bairro, com 88 anos, ele mesmo filho de italiano.
Prosperidade
¿Com a chegada de muitos imigrantes, o movimento aumentou muito e famílias inteiras vieram habitar as ruas já existentes e outras ruas foram abertas. Fábricas de cerâmica, armazéns, açougues, padarias, floriculturas, quitandas e um hotel surgiram¿, relata Seu Chiquinho.
Essa tradição de prosperidade revela-se, por exemplo, no Instituto Biológico, cuja construção começou em 1928 pelo governo do Estado e foi concluída em 1945. O advento do instituto se deu como resultado dos trabalhos desenvolvidos por uma comissão instituída para buscar o controle de uma praga que atingiu os cafezais na época. ¿A intenção era criar um instituto de biologia a exemplo do que foi o Instituto Oswaldo Cruz [no Rio de Janeiro] para a saúde do homem¿, comenta o diretor da casa, Antônio Batista Filho.
Muitas pesquisas
Com o decorrer dos anos, o Instituto diversificou suas pesquisas também para o campo de pragas e doenças vegetais e animais.Dessa maneira, ressalta Batista Filho, o Instituto Biológico mantém-se em sintonia com o mundo moderno ao fornecer subsídios para uma das atividades mais lucrativas do país, o agronegócio. Também auxilia a Defesa Sanitária de São Paulo e o Ministério da Agricultura, produz antígenos para as campanhas contra a brucelose e tuberculose bovina, pesquisa o impacto de pesticidas e agrotóxicos no solo e alimentos transgênicos.
Outra importante linha de pesquisa, que diz respeito diretamente ao cotidiano das pessoas, é sobre as ¿pragas urbanas¿, como cupins, baratas e ratos. O que leva à proliferação desses vetores, explica a pesquisadora Ana Eugênia Campos Farinha, é o trinômio ¿alimento, água e abrigo¿. É o que acontece com os ratos, contra os quais a Prefeitura começa a desenvolver um programa de controle. A principal maneira para reduzir a incidência deles, diz Ana Eugênia, é com a retirada efetiva do lixo. A população também pode contribuir nesse controle, evitando deixar restos no chão, como rações para cachorro.
Para desenvolver esses estudos, o Instituto Biológico conta com 131 pesquisadores, dos quais 85 na Vila Mariana e o restante distribuído nas unidades de Descalvado e Bastos ¿ ambas no interior do Estado -, e mais 200 estagiários, boa parte deles voluntários. Há também um museu, que mostra aos visitantes diversos aspectos das pragas animais e vegetais. Está lá, por exemplo, a reprodução de uma folha de árvore em tamanho gigante na qual se simula a ação de ácaros.
Ciência no teatro
A busca de conhecimento na Vila Mariana pode continuar pelo Teatro João Caetano, um patrimônio cultural com 52 anos de idade, que exibe um cardápio de cinco peças com temática científica, com destaque para a Dança do Universo, em cartaz aos sábados, às 21h00. As peças, que incluem o espetáculo Einstein, estão a cargo da Companhia Arte e Ciência no Palco.
Neste ano, os espetáculos têm significado ainda mais especial, pois se comemora o Ano Mundial da Física, em razão dos 100 anos da Teoria da Relatividade, desenvolvida por Albert Einstein.
O João Caetano é um simpático teatro, em tonalidades marrom e verde, cuja simplicidade parece aproximar-se da proposta dos teatros ingleses em sua origem, ou seja, de levarem cultura diretamente ao povo. Tem 438 lugares, palco italiano de oito metros por 12, sala para ensaio e curso de teatro. No jardim dos fundos, se encontra uma frondosa árvore da espécie Pau Ferro, plantada na época da construção, que é tratada como uma espécie de xodó pelos coordenadores do teatro.
¿Os moradores freqüentam muito o teatro. E as companhias também adoram representar aqui por causa do espaço para ensaio e porque o acesso é muito fácil ao público devido ao Metrô¿, comenta a coordenadora do João Caetano, Ciça Barbosa, lembrando que no inverno deste ano também foi promovida uma Campanha do Agasalho, na qual foram recolhidas 500 peças de roupa de boa qualidade, incluindo blasers e blusas de cashmere.
Clube e hospitais
Para quem gosta de esporte, uma ótima pedida é o Centro Esportivo Ibirapuera Mané Garrincha, na rua Pedro de Toledo, próximo à Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD) e ao prédio do Tribunal de Contas do Município. O clube possui quatro salas com equipamentos de ginástica, piscinas, quadras de tênis e um ginásio poliesportivo, em que jogos de vôlei, futsal e basquete se alternam ao longo do dia. Também conta com um ateliê para aulas de pintura, inglês e espanhol e um parquinho para crianças feito em parceria com o Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE), outra referência no bairro. O Mané Garrincha é aberto à população e encaminha os adolescentes mais aptos para o Centro Olímpico, instalado ao lado, que trabalha na formação de atletas profissionais.
O Hospital do Servidor Público Estadual, administrado pelo Instituto de Assistência Médica do Servidor Público Estadual (Iamspe), é um megacomplexo hospitalar, responsável pelo atendimento de pelo menos 40% dos três milhões de servidores públicos estaduais, prestando 80 mil consultas ao mês e mais de mil cirurgias ao mês.
A maior parte dos pacientes do Iamspe é formada por idosos, que chegam a 70% do contingente atendido. Dessa maneira, a instituição desenvolve ações como o Programa de Atendimento ao Idoso (PAI), em que se procura proporcionar bem estar físico e mental aos idosos com atividades que incluem uso de uma mini-panificadora e aulas de inglês, dança, alongamento e pintura. O espaço deixa os idosos tão à vontade que eles preparam até um sopão, como forma de colocar seus dotes culinários em prática.
Outro foco é o público adolescente, que recebe atendimento de prevenção por meio do Grupo Especializado em Adolescência (GEA), voltado a prevenir o uso de drogas, a gravidez precoce e a obesidade, e dar informações a respeito do mercado de trabalho.
O Iamspe desenvolve ainda o Programa Prevenir, em que uma equipe de profissionais da saúde vai até o local de trabalho dos funcionários públicos para encaminhá-los a exames preventivos, como já ocorreu na Febem e no Instituto Butantã. Também há programas para preparação do parto, de controle da diabetes, da hipertensão arterial, asma grave, alergia e diversas outras ocorrências.
Outro hospital referência na Vila Mariana é o Dante Pazzanese, especializado em cardiologia, instalado num moderno prédio na área do Ibirapuera. Na esfera da solidariedade, o bairro sedia a Casa Hope, uma ONG dedicada à criança com câncer. Próximos à Casa Hope, estendendo-se pelos corredores das ruas Rio Grande, Álvaro Alvim e Joaquim Távora, encontram-se uma série de barzinhos, a Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) e a Escola de Belas Artes, que dão uma atmosfera universitária e jovial aquela parte do bairro.
Transformações
Dividindo-se entre o histórico e o moderno, as casas de vila e os prédios verticais de luxo, os antigos e contemporâneos institutos de educação, a Vila Mariana ainda preserva algumas curiosidades, como o marco centenário situado na esquina das ruas França Pinto com Domingos de Moraes, e que aponta a distância para Pinheiros e Santo Amaro. Descendo um pouco mais a França Pinto, chega-se à barbearia do Seu Chiquinho, aquele que acompanhou boa parte das transformações da Vila Mariana ao longo do século XX. ¿Na década de 20, quando passava um carro, a gente corria na janela pra ver, porque o resto eram charretes¿, relembra Seu Chiquinho, que pegou ainda a fase em que os tropeiros atravessavam a rua Vergueiro em direção ao Porto de Santos.
O barbeiro só corta o cabelo dos seus clientes ao som de música erudita. Seu Chiquinho contabiliza que, ao longo de 77 anos de profissão, foram 600 mil cortes de cabelo. ¿Pretendo trabalhar até os 100 anos, com saúde¿, diz ele.
Defronte à barbearia, no outro lado da calçada, está plantada há 100 anos uma árvore, da espécie Nogueira Canadense, para a qual Seu Chiquinho aponta com orgulho. Afinal, na rua, só ela tem mais tempo de história do que ele.
História essa que exala até o antigo Matadouro Municipal, que funcionou de 1854 a 1927, e onde há 12 anos está instalada a Cinemateca Brasileira, numa área cedida pela Prefeitura. Dois dos três galpões foram reformados mantendo o estilo original do matadouro. Em um deles funciona a área de documentação, que inclui materiais privados, como os do cineasta Glauber Rocha, e uma biblioteca rica em títulos da área cinematográfica.
O outro galpão foi aproveitado como sala de exibição, que preza por filmes e debates que estejam à margem do cinema comercial, mas que nem por isso radicalizem o aspecto alternativo. ¿É uma boa seleção de filmes, mas que não chega a ser filme búlgaro dos anos 40, o que traz uma boa freqüência¿, explica o diretor-adjunto da Cinemateca, Lauro Ávila Pereira, calculando que de 2003 para 2004 a freqüência aumentou 40%. Para melhor atender ao público, o terceiro galpão está sendo restaurado, numa parceria com a Petrobras e o BNDES, para ser transformado em uma nova sala de cinema.
Preservação
São impressionantes o trabalho e os equipamentos para restauração e preservação dos filmes nacionais, que representa a principal tarefa da cinemateca. Assim, quatro depósitos climatizados armazenam 200 mil estojos de filmes. No setor de restauração, técnicos especializados manuseiam equipamentos de última geração, como uma Máquina Dixi, utilizada para digitalização de filme de películas. Numa das salas, está sendo restaurada toda a obra do cineasta Joaquim Pedro de Andrade, diretor de filmes como O Padre e a Moça, Macunaíma e Garrincha, Alegria do Povo.
Tendo à frente o diretor-executivo Carlos Wendell de Magalhães, a cinemateca foi aprovada por profissionais da Alemanha para sediar, em abril do ano que vem, o Congresso da Federação Internacional de Arquivos de Filme, o primeiro a ser realizado no Brasil.
Participa, ainda, do circuito da Mostra Internacional de São Paulo, e desenvolverá projetos direcionados a estudantes e professores por meio do Cinema Escola ¿ com capacidade para atender a 27 mil alunos.
Não bastassem todos esses equipamentos, a Vila Mariana ainda tem o privilégio de sediar no seu território o Parque do Ibirapuera, passagem obrigatória de todo paulistano ou não que deseje desfrutar de lazer natural no meio da vida urbana da cidade. Aí, já é uma nova história...
No meio do caminho da zona Leste, as contradições de Aricanduva
Com uma população de 266.838 habitantes distribuídos em uma área de 21,5 km², é interessante observar como os índices sociais
decrescem à medida que os distritos da subprefeitura são percorridos em direção ao leste.
A Subprefeitura de Aricanduva/Vila Formosa/Carrão possui as mesmas contradições comuns a outras regiões da cidade. Mas uma
característica lhe é peculiar: é uma espécie de área de transição entre o Centro e as regiões mais distantes da Zona Leste.
Com uma população de 266.838 habitantes (Censo/IBGE 2000) distribuídos em uma área de 21,5 km², é interessante observar como os índices sociais pioram à medida que os três distritos da subprefeitura são percorridos em direção ao leste ¿ partindo da Vila Formosa, passando pelo Carrão, e chegando a Aricanduva.
A Vila Formosa, localizada mais a oeste, vizinha e rival do Tatuapé, na Subprefeitura Mooca, uma das regiões mais valorizadas da
zona Leste, apresenta indicadores sociais próximos aos das regiões mais desenvolvidas da cidade. É uma das áreas mais arborizadas da zona Leste, com 78 praças em seu território, e a verticalização ali ainda não atingiu o nível de outros bairros.
Infra-estrutura
Por essas razões, Sílvia Inêz Machado, presidente do Conselho de Segurança da Vila Formosa e diretora executiva da Gazeta da Vila Formosa, considera esta ¿a mais formosa das vilas¿. Ela define seu bairro como ¿uma província onde as pessoas se conhecem e participam. Há 20 anos morando na Vila Formosa, participou de inúmeras atividades ligadas à Vila, e hoje escreve um livro sobre a história de seu bairro, que completa 82 anos em outubro.
A Vila Formosa possui uma das melhores infra-estruturas da zona Leste: lá se encontram, entre outras coisas, a Unicsul, as Faculdades Brasília e o shopping Anália Franco. O distrito reserva ainda algumas construções importantes, como a Casa do Regente Feijó e as igrejas São Benedito das Vitórias e Nossa Senhora do Sagrado Coração famosa em todo o país por seu carrilhão, um conjunto de 44 sinos, que só são tocados em conjunto em ocasiões especiais como o aniversário, no último domingo de maio.
Maior cemitério
Nesse distrito vivem cerca de 90 mil pessoas. Mas a maior população da Vila Formosa jamais viveu lá. No Cemitério da Vila Formosa, o maior da América Latina, com uma área de 780 mil m², estão enterradas cerca de 1.434.000 pessoas ¿ a esmagadora maioria, pobres, moradores de diferentes regiões da zona Leste.
O Cemitério da Vila Formosa, fundado em 1949, é dividido em duas alas. Em cada uma delas são realizados cerca de 275 enterros por mês. De acordo com o administrador do Vila Formosa II, Celso de Araújo Moura, o cemitério é uma das melhores áreas verdes de São Paulo. E ele quer melhorá-la: em dois meses à frente do Vila Formosa II, foram plantadas 120 árvores.
O esforço de Celso se justifica, pois a necessidade de reformas e melhorias no local é evidente. Segundo ele, é preciso, entre outras coisas, aumentar a segurança do local, asfaltar as vias de Vila Formosa II e ampliar o número de funcionários do cemitério.
Os problemas com segurança, somados ao despojamento do cemitério ¿ covas rasas e ausência de monumentos ¿, acabam gerando uma imagem negativa do local. Mas o Cemitério da Vila Formosa possui seus encantos ¿ visíveis sobretudo em seus belos bosques. Com as reformas que Celso pretende fazer, o cemitério pode se transformar em um ótimo local para uma caminhada ou para a contemplação: às vezes, quando estou de cabeça cheia, vou para um desses bosques, dar uma espairecida. Nenhum barulho chega até lá, conta.
Carrão
Continuando o passeio pela região, na Vila de Santa Isabel, já dentro do distrito Carrão, o visitante irá se surpreender com a beleza da Igreja de Santa Isabel, idealizada pelo Monsenhor Ciro Turinona na década de 1950 e consagrada na década de 1980.
No Carrão já é possível perceber uma certa diferença em relação ao padrão de vida da Vila Formosa. De fato: os índices de desenvolvimento da região estão um pouco abaixo do distrito vizinho.
Ali, no entanto, as características interioranas estão até mais acentuadas. Basta uma visita ao bar do Alemão, na esquinas das ruas Engenheiro Pegado com Eponina, para testemunhar esse fato. Presença certa no bar é seu Leandro Cerqueira da Silva, 98 anos_ os últimos 61 vividos na Vila Carrão. Mudou do Rio de Janeiro para São Paulo em 1926 e, durante a gestão de Prestes Maia (1938-1945), trabalhou na retificação do Tietê, permanecendo na Prefeitura de São Paulo durante 35 anos.
Mantém vivas as lembranças do bairro que, ¿naquela época, tinha muito mato¿. A Vila Carrão contava então com cerca de 300 habitantes, que viviam em chácaras ¿ hoje, são cerca de 75 mil. ¿Era uma biboca, só havia mesmo um posto de gasolina¿, diz. Mas ttinha seu lado bom: ¿Bebi água e pesquei no Tietê e no Aricanduva. E não havia problema de enchente, porque a população ainda não morava perto do rio¿.
Colônia
Na Vila Carrão há ainda uma colônia japonesa, que se formou durante as décadas de 1960 e 1970. Os laços com o país de origem são mantidos através da atuação de duas associações localizadas no bairro, a ACREC (Associação Cultural Recreativa e Esportiva do Carrão) e a Associação Okinawa, que reúne pessoas oriundas daquela província japonesa.
Segundo Meire Chiemikina, da Okinawa, há cerca de 400 famílias em cada uma dessas associações. Na Okinawa, fundada em 1956, é possível a qualquer pessoa fazer cursos de japonês, música e danças folclóricas. A comunidade japonesa da Vila Carrão organiza ainda o tradicional campeonato de Gateball _ uma mistura de golfe e sinuca _ que reúne equipes de toda a cidade.
Aricanduva
O passeio termina, enfim, pelo distrito mais a leste e que torna a região famosa em toda a cidade: Aricanduva. Sem dúvida, o rio Aricanduva, que dá nome à região e fica na divisa com Itaquera, é o principal referencial do distrito. Ali, já se esboça a imagem
que tradicionalmente se tem da zona Leste: indicadores sociais baixos, maior número de favelas e, sobretudo, as enchentes do rio Aricanduva, que trazem muitos problemas às pessoas mais desassistidas e demandam boa parte dos esforços da subprefeitura.
Apesar desses problemas, a região possui boa infra-estrutura, com comércio intenso e diversificado e aquele mesmo aspecto provinciano dos outros distritos _ o que é, certamente, um de seus pontos fortes.
Luta por melhorias
Os problemas não fazem diminuir o amor que seus moradores têm pela região. Ao contrário, motivam a lutar por melhorias. É assim no caso do oficial de farmácia Amadeu Rigueti, 64 anos, morador do bairro há mais de 40. O ¿Amadeu da farmácia¿, como é conhecido no bairro. Há 12 anos, Rigueti preside a Saja _ Sociedade dos Amigos do Jardim Aricanduva. É também diretor de saúde da Câmara Regional do Vale do Aricanduva, associação que reúne mais de 60 sociedades de bairro.
Durante o período em que está no Aricanduva, Rigueti viu o bairro fundado em 1941, a partir do loteamento de uma fazenda de Adhemar de Barros, que tem como marco zero o prédio da caixa d¿água, passar por inúmeras mudanças. Conta que na década de 1960, quando se estabeleceu no bairro, o comércio local ficava restrito ao ¿barzinho da esquina¿, um depósito de material de construção, uma mercearia e uma padaria.
Viu o número de residências crescer entre 1960 e 1980 e o comércio substituir a indústria como principal atividade econômica a partir da década de 1980. E vê hoje os grandes empreendimentos substituírem esse comércio. Rigueti lembra com saudade do tempo em que podia pescar no Aricanduva. Mas não é saudosista _ sabe que o progresso não pode esperar. E celebra tanto as grandes como as pequenas conquistas da região.
NAMASTÊ O Deus que há em mim saúda o Deus que há em você!
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**APRENDER NUNCA É O QUE SE ESPERA!**
"Qdo um homem começa a aprender, ele nunca sabe muito claramente quais são os seus objetivos.
Seu propósito é falho, sua intenção, vaga. Espera recompensas que nunca se materializarão, pois não conhece nada das dificuldades da aprendizagem.
Devagar, começa a aprender...
A princípio, pouco a pouco; depois em porções maiores.
E logo seus pensamentos entram em choque.
O que aprende nunca é o que se espera.
Cada passo da aprendizagem é uma difícil tarefa, e o medo que o homem sente começa a crescer impiedosamente, sem ceder.
Seu propósito torna-se um campo de batalha.
MEDO
O homem depara-se, então, com o primeiro de seus inimigos naturais: o medo!
Um inimigo terrível, traiçoeiro, difícil de vencer _ permanece oculto em todas as voltas do caminho, rondando, à espreita.
E se o homem foge apavorado, seu inimigo terá posto fim a sua busca:
* jamais aprenderá,
* jamais virá a ser um homem de conhecimento.
Talvez torne-se um tirano ou uma pobre criatura apavorada e inofensiva: de qualquer forma, estará vencido.
Seu primeiro inimigo terá destruído os seus desejos.
Para vencer o medo, o homem não pode fugir!
Deve desafiá-lo e, a despeito dele, deve dar o passo seguinte na aprendizagem.
Deve ter medo plenamente!
É esta a regra!
Assim, chega o momento em que seu primeiro inimigo começa a recuar.
O homem vai sentindo-se seguro de si.
Seu propósito torna-se mais forte.
Aprender já não é uma tarefa aterradora.
Qdo chega esse momento feliz, pode dizer, sem hesitar, que derrotou seu primeiro inimigo natural.
Uma vez que vence o medo, o homem fica livre dele o resto da vida, pq adquire clareza de espírito, uma clareza que suplanta e apaga o medo...
Já conhece os seus desejos, sabe como satisfazê-los, pode antecipar os novos passos na aprendizagem, uma clareza viva cerca tudo.
E sente que nada se lhe oculta.
CLAREZA
Estará então, o homem diante do seu segundo inimigo: a clareza!
Essa clareza de espírito, que é tão difícil conquistar, elimina o medo, mas também cega.
Obriga-o a nunca duvidar de si.
Dá-lhe a segurança de que pode fazer o que bem entender, pois vê tudo claramente.
Ele é corajoso, pq adquiriu clareza de espírito, não se intimida diante de nada pq a possui.
Mas tudo isso é um engano...
Se sucumbir a esse poder de faz-de-conta, o homem terá sucumbido a seu segundo inimigo.
Vai precipitar-se qdo deveria ser paciente ou vai ser paciente qdo deveria precipitar-se.
E tateará com a aprendizagem até acabar incapaz de aprender qualquer coisa mais.
A clareza, pela qual pagou tão caro nunca mais se transformará em trevas ou em medo ( é uma conquista definitiva!), mas, se não a dominar, o homem não aprenderá nem desejará mais nada.
Para não ser vencido, o homem terá que agora com a clareza como agiu com o medo:
* terá que desafiá-la
* usá-la apenas para ver
E esperar com paciência, calcular com cuidado os novos passos:
* deve pensar, acima de tudo, que a sua clareza é quase um erro
* e virá o momento em que compreenderá que ela é apenas um ponto diante de sua vista.
Assim o homem terá vencido o seu segundo inimigo e estará numa posição em que nada mais poderá prejudicá-lo.
Isso não será um engano, não será um ponto diante de sua vista: será o verdadeiro poder!
Saberá, a esta altura, que o poder que vem buscando há tanto tempo é seu, enfim.
Pode fazer o que quiser com ele.
Seu aliado está às suas ordens.
Seus desejo é ordem.
Consegue ver tudo o que está a sua volta.
PODER
Está agora o homem diante do seu terceiro inimigo: o poder!
Esse é o mais forte de todos os inimigos e, naturalmente, diante dele o mais fácil é ceder.
Afinal de contas, com o poder, o homem é realmente invencível, pode tudo comandar...
Começa correndo riscos calculados e termina estabelecendo regras, porque é um senhor.
Um homem neste estágio quase nem nota que está frente a frente com o inimigo.
E, de repente, sem saber, certamente terá perdido a batalha.
Seu inimigo o terá transformado num ser cruel e caprichoso.
Embora jamais perca a clareza e o poder, se for derrotado pelo poder, morrerá sem saber manejá-lo.
Alguém, nessas condições, não tem domínio sobre si e não sabe qdo ou como usar o poder que possui.
A derrota, por algum desses inimigos, é sempre uma derrota final:
* uma vez que dominam o homem, não há nada mais a fazer
* uma vez que ele cede, está liquidado.
No entanto, se a despeito de uma atitude de fraqueza, a princípio, ele consegue retomar a batalha, isso significa que ainda é possível ser uim homem de conhecimento.
O indivíduo é derrotado qdo não tenta mais e se abandona.
Para vencer o terceiro inimigo, o homem terá que desafiá-lo propositalmente.
Terá que conquistar a compreensão de que o poder que parece ter adquirido, na verdade, nunca é seu.
Terá que tratar com cuidado e lealdade tudo o que aprendeu.
Se conseguir ver que a clareza e o poder, sem controle, são piores do que os erros, ele chegará a um ponto em que tudo estará controlado: saberá qdo e como usar o poder, e assim o terá dominado.
VELHICE
O homem estará, então, no fim da sua jornada de conhecimento e, quase sem perceber, encontrará seu último inimigo: a velhice!
Esse inimigo é o mais cruel de todos: o único que não se consegue derrotar por completo, mas apenas afastar temporariamente.
É o momento em que o homem não tem mais receios, não tem mais impaciências de espírito...
Um momento em que todo o seu poder está controlado e que ele sente um desejo irresistível de descansar...
Se ceder completamente a seu desejo de deitar-se e esquecer, se afundar-se na fadiga, terá perdido a última batalha e o seu inimigo o reduzirá a uma criatura velha e débil.
Seu desejo de sair de cena dominará toda a sua clareza, o seu poder e a sua sabedoria.
Mas se, ao contrário, o homem sacode a fadiga e vive seu destino completamente, então poderá ser considerado um homem de conhecimento, nem que seja no breve momento em que consegue lutar contra o seu último inimigo invencível.
Esse momento de clareza, poder e conhecimento é o suficiente!"
(Texto adaptado por Rosaura Soligo, com base no depoimento do índio Don Juan ao antropólogo Carlos Casteñeda, em A erva do diabo,Ediouro, São Paulo,1968)
fonte:Programa de Formação de Professores Alfabetizadores